sábado, 11 de abril de 2015

Silves

Xelb ou Shelb era o nome dado à cidade de Silves durante o domínio muçulmano. Anteriormente, durante o domínio romano, chamar-se-ia Cilpes, nome que surge em algumas moedas romanas cunhadas nesse local no Século I a.C. a um dos espécimes encontrados apresenta no obverso o nome CILPES entre duas espigas deitadas e no reverso um cavalo a galope, para a esquerda. 

Silves é uma cidade portuguesa no distrito de Faro, região e sub-região do Algarve, com cerca de 6 300 habitantes. É sede de um município com 680,06 km² de área e 37 126 habitantes. O Concelho de Silves é composto por oito freguesias que atravessam o litorial e barrocal algarvio, tendo cada uma delas gostos, cheiros e tradições distintas. O município é limitado a norte pelo município de Ourique, a nordeste por Almodôvar, a leste por Loulé, a sueste por Albufeira, a sudoeste porLagoa, a oeste por Portimão e Monchique, a noroeste por Odemira e a sul tem litoral no oceano Atlântico.

Silves foi, em séculos passados, capital do Algarve, mas perdeu esse estatuto, em parte, devido ao assoreamento do rio Arade, que diminuíram a sua importância económica.

Importante centro operário e industrial, prosperando em população e novas edificações, desenvolve-se política e culturalmente para as causas republicanas e sindicalistas que ainda hoje se reconhecem na toponímia das suas ruas. O Estado Novo põe termo ao ciclo industrial da cortiça. A decadência da agricultura assente na produção de frutos secos é substituída por uma prática agrícola apoiada no regadio e na produção de citrinos. Esta última consentida com a construção da Barragem do Arade e de importantes infra-estruturas de irrigação que elevam este concelho ao mais importante centro produtor nacional de Laranja.


A indústria turística e as potencialidades que a bacia do Rio Arade proporciona, conjuntamente com o riquíssimo património histórico que o concelho de Silves conserva serão por certo mais uma vertente económica a ser desenvolvida e explorada.

Palácio de Estoi



Fonte: Flickr, por Peter Broster
O palácio de Estói, foi concluído no início do século XX, pelo visconde de Estói, sob a direcção do arquitecto Domingos da Silva Meira, A origem do Palácio de Estói remonta a um nobre local, que morreu algum tempo depois do início da construção do palácio, algures em 1840. No entanto, José Francisco da Silva comprou o palácio com o objectivo de o acabar, e as obras acabaram finalmente em 1909. Graças a este feito José Francisco da Silva foi nomeado Visconde de Estoi. 

A construção do Palácio de Estoi foi levada a cabo pelo arquitecto Domingos da Silva Meira, que cultivava um grande gosto pela escultura. O Palácio de Estoi é um complexo arquitectónico e paisagístico com cerda de quatro hectares, situado na aldeia de Estói, perto de Faro. O conjunto reparte-se por três níveis, antecedidos por escadarias duplas, balustradas e portões. 

O palácio, estilo rococó, é decorado com painéis de azulejos e vitrais. O interior do palácio é extremamente detalhado e está elaborado à base de estuque e pastel. O imóvel, que ocupa o nível mais elevado, apresenta uma mistura de estilos, com predominância para o Neoclássico, o Neorococó e a Arte Nova, e está rodeado por extensos jardins, ornados de lagos, fontes e decorados com bustos, painéis de azulejos, estátuas e outros motivos de interesse, entre os quais se salientam um presépio da escola portuguesa do século XVIII e uma escultura de António Canova, intitulada "As Três Graças". No interior do edifício salientam-se, pelo tamanho, decoração e mobiliário, três salas de aparato: o salão nobre, a sala de visitas ou a sala azul e a sala de jantar. Regista-se, ainda, a presença de um capela que exteriormente é marcada por uma torre sineira de acentuada monumentalidade. 

O conjunto arquitectónico tem jardins geométricos, onde é possível ver é possível ver as palmeiras e as laranjeiras, de estilo francês decorados com estátuas. No terraço inferior é possível ver um pavilhão com azulejos azuis e brancos, denominado a Casa da Cascata, e no seu interior está uma cópia das Três Graças, de Canova. No terraço superior, chamado o Patamar da Casa do Presépio, é possível deslumbrar um pavilhão grande com vitrais, ninfas e nichos em vários azulejos. 

Actualmente o palácio serve como uma pousada aberta ao público, depois de ter sido classificado como Imóvel de Interesse Público em 1977. 

Ruínas de Milreu

As ruínas apresentam a descoberto um complexo edificado do século III d. C., constituído por uma casa senhorial de grandes dimensões, instalações agrícolas, um balneário e um templo. 

A área residencial, hoje visitável, aproveitou parte das construções da anterior "villa" e organiza-se em torno de um peristilo central - com 22 colunas -, que rodeia um pátio aberto com jardim e respectivo tanque de água. A "villa" foi embelezada com mosaicos, nomeadamente a nascente do peristilo, com a representação de fauna marinha. 

Achados de épocas posteriores sublinham uma longa tradição de Milreu como local de culto, demostrando-se que, a partir do século VI d. C., o edifício pagão foi transformado em igreja cristã. Este recinto foi também utilizado como cemitério em período islâmico. Só quando, na primeira metade do século X, as abóbadas ruíram, o sítio de Milreu foi provavelmente abandonado. Mas, nos inícios do século XVI, o local ganhou nova vida, quando sobre as ruínas há muito abandonadas foi erguida uma casa - único e precioso exemplar algarvio desse tipo de arquitectura civil com contrafortes cilíndricos.
Fonte: Flicker, por cons. maximus
A villa romana de Milreu constitui uma das mais representativas villae romanas do sul de Portugal. Situa-se no sopé da Serra de Monte Figo, perto de Estoi, a cerca de 7 km de Faro - a antiga Ossonoba. De facto, André de Resende, em 1570, atribuiu erradamente às ruínas romanas de Milreu a localização de Ossonoba. Esta falácia foi repetida na bibliografia até 1952, data em que Abel Viana faria irrefutável prova de que a antiga Ossonoba se encontrava sob o edificado do centro histórico de Faro.

Genericamente, trata-se de uma villa de peristilum, conservando o respectivo santuário bem preservado em alçado de tijolos, além de quartos de habitação, compartimentos de prestígio e termas. A leste deste núcleo central (pars urbana), desenvolve-se a área rústica da villa (pars rustica) e os vestígios de dois interessantes edifícios funerários romanos. Este conjunto arqueológico foi declarado Monumento Nacional em 1932, sendo desde então alvo de escavações sistemáticas e diversas intervenções de consolidação, conservação e restauro, particularmente do conjunto de mosaicos.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Menir

O menir do Padrão está localizado no caminho da Raposeira para a praia da Ingrina nas coordenadas UTM 05. 10. 031E e 41.02.043N (datum European 50) ou de uma forma mais prática antes da 2ª casa após a bifurcação para as Hortas do Tabual, no lado direito da estrada. Foi reerguido nos anos 90 pelo arqueólogo Mário Varela Gomes.


O Menir de Padrão e o Menir de Aspradantas (frente à ermida de Guadalupe) são os únicos menires no concelho de Vila do Bispo que estão eretos.

O topónimo Padrão significava no português arcaico "pedra grande levantada ao alto, marco" pelo que se deduz, que durante a Idade Média, o menir continuasse ainda ereto a servir como sinal de orientação aos viajantes.

O menir apresenta como decoração um grupo de semi-elipses à volta de uma linha que contorna o topo do menir. Esta linha é descrita por alguns arqueólogos como: "cintura fálica" Tendo o menir do Padrão claramente uma forma fálica (possuindo inclusive no topo uma covinha representando o meato uretral).
Fonte: Gemablog

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Voo Memmingen-Faro-Memmingen

Crédito a Andrew Thomas

16 de abril de 2015 - Voo 7482 da Ryanair


Partida de Memmingen às 18:55 com chegada a Faro às 21:00.


Ponto de Encontro

Aeroporto de Memmingen                       às 17:00


É aconselhada a saída dos pontos de encontro para o aeroporto às 15:00

Crédito a Jevgenijs Slihto

21 de abril de 2015 - Voo 7481 da Ryanair

Partida  de Faro às 14:30 com chegada a Memmingen às 18:30.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Regras da visita de estudo

1. Organização
a) cumprir o programa estabelecido que pode sofrer acertos, caso seja necessário;
b) ser sempre pontual;
c) ir preparado(a) para andar a pé;
d) preparar uma pequena mochila ou saco com o necessário para o dia (um pequeno abastecimento de bolachas e água, por exemplo, guarda-chuva, B.I., cartão de Estudante, cartão de saúde, programa...);
e) não se afastar do grupo sem autorização expressa da professora responsável.
f) levar a quantia de dinheiro sugerida pela professora responsável.

2. Durante a visita
a) tratar com respeito e correcção todas as pessoas com quem se contactar durante a visita de estudo;
b) respeitar todos os locais integrados na visita de estudo: o local de alojamento (pousada) e os veículos em que se farão as deslocações;
c) dormir nos quartos atribuídos;
d) não perturbar os hóspedes, colegas e outros elementos integrados na visita;
e) cumprir rigorosamente as horas de repouso;
f) não pôr a música muito alta;
g) deixar os quartos, casas de banhos e veículos limpos;
h) é expressamente proibido levar ou ingerir bebidas alcoólicas durante toda a visita;
i) é expressamente proibido fumar durante toda a visita;
j) não mexer nem retirar quaisquer objetos dos seus lugares;
k) depositar o lixo nos recipientes próprios;
l) falar baixo e ter cuidado com a linguagem;
m) ler e cumprir as indicações à entrada dos locais a visitar (por ex., pode ser proibido tirar fotografias ou filmar); desligar sempre os telemóveis);
n)  tirar o máximo proveito da visita, estando atento(a) ao que vai ver e ouvir;
o) participar nas atividades desenvolvidas.

3. Segurança
a) não guardar o dinheiro todo no mesmo sítio nem deixar o mesmo no local de alojamento, seja ele qual for;
b) nunca abandonar a carteira, mochila, casaco, máquina fotográfica ou outros haveres em locais públicos;
c) conservar os recibos comprovativos das compras efectuadas;
d) nunca ir de pé durante a viagem;
e) olhar sempre para os dois lados da rua antes de atravessar;
f) indicar à professora o número do telemóvel.
Importante: alertar sempre a professora responsável em caso de ser portador(a) de doença que exija cuidados ou medicação específica.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

De Fábrica a Museu

A história de Portimão encontra-se profundamente interligada com os recursos naturais da matriz mediterrânica do seu território e com a forte relação fluvial e marítima.

Neste contexto surgem desde a antiguidade, os processos de transformação e conservação pelo sal da riqueza piscícola das suas águas e mais tarde, no século XX, uma importante indústria piscatória e conserveira que ocupou as margens do Arade.

Em 1996, a necessidade de preservar toda esta relação histórica motivou a aquisição, pelo Município de Portimão, da antiga fábrica de conservas de peixe “São Francisco”, localizada na frente ribeirinha da cidade.

É desse renovado edifício fabril, datado dos finais do séc. XIX, que surge a 17 de Maio de 2008 o Museu de Portimão, pólo de difusão cultural e espaço de descoberta das origens e da evolução da comunidade, do seu território e dos aspetos mais marcantes da sua história industrial e marítima.

A sua exposição de referência “Portimão, Território e Identidade”, representa uma síntese histórica do percurso socioeconómico e cultural das populações que aqui viveram e marcaram a singularidade da sua identidade e território.

Após contacto direto com o pessoal da Oficina Educativa propomos uma das seguintes atividades:

  • Da sardinha à lata; 
  • Primeira impressão; 
  • Quadrados com história; 
  • Um mergulho na história.

Qual delas gostarias mais de empreender? Deixa a tua resposta neste inquérito (segue a ligação clicando).